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Manifesto pela regulamentação da criação de abelhas exóticas e nativas

Um futuro seguro para nossas abelhas

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Abelhas borá (Tetragona sp.)
Foto de Murilo Sérgio Drummond

O mundo assiste estarrecido ao desaparecimento das abelhas.

Os fatores, ainda não suficientemente esclarecidos, vão das mudanças climáticas aos agrotóxicos ou aos vírus.

Temos um cenário perfeito para que a indústria do mel se apropriasse do discurso de conservação das abelhas para captar investimentos e ampliar os negócios no mundo inteiro.

Está aí uma verdade que o mundo não sabe: a abelha que mobilizou este alerta mundial é a menos ameaçada de todas as abelhas do mundo.

É a Apis mellifera, uma espécie cosmopolita, de grande valor econômico, cujos modos de exploração vem ditando a conduta de criação de outras espécies de abelha igualmente importantes na polinização.

Nas Américas, esta abelha é exótica, introduzida desde o séc. XVIII, e no Brasil é conhecida como abelha europa ou abelha africanizada.

Enquanto o interesse mundial foca na espécie menos ameaçada do mundo, a indústria do mel dita condutas e promove exemplos de conservação mais próprias de um manual de economia do agronegócio, outros milhares de espécies nativas em toda América Latina permanecem no limbo, sendo esquecidas as ameaças a uma série de outros fatores essenciais a sua sobrevivência.

Para assegurar a polinização das flores, e a consequente produção de alimentos para o mundo, devemos apostar na diversidade das abelhas.

Ela é assegurada por meio do investimento equitativo no combate as causas de extinção de todas as espécies, sem dar margem ao discurso economês e a priorização da conservação apenas da espécie de maior valor econômico e de menor valor ambiental, justamente a menos ameaçada de todas.

          Assim, contamos com a sua cooperação, apoiando a regulamentação do uso econômico, recreativo e de conservação das abelhas, em todas as esferas públicas, com base na valorização da sua diversidade.

 

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